“Exposição excessiva ao sol sem proteção pode levar ao câncer de pele”, alerta dermatologista

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Com a proximidade do verão, a Clínica Onco Hematos, que integra a Rede AMO, Assistência Multidisciplinar em Oncologia, vem reforçar a campanha Dezembro Laranja, criada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) com o objetivo de prevenir e alertar para o câncer de pele, que é o tumor de maior incidência no Brasil.

De acordo com o dermatologista da Onco Hematos, Dr. Chales Godoy, a exposição excessiva ao sol, sem proteção, pode provocar alterações celulares, levando ao desenvolvimento de câncer de pele. “A exposição excessiva ao sol sem proteção solar é o principal fator de risco para a doença, mas o fator genético é uma forte causa para o surgimento da doença. Pessoas de pele clara, com pintas e manchas, idosos, quem se expôs muito ao sol e quem tem histórico de câncer de pele na família estão mais propensos a desenvolver a doença. Por isso que a Campanha deste ano é ‘Não espere até sentir na pele’, para que as pessoas possam se prevenir da doença, usando protetor solar”, orienta.

Ainda de acordo com Charles Godoy, a recomendação é evitar a exposição ao sol entre as 10h e as 16h, onde os raios ultravioletas são mais resistentes, mesmo em período nublado. Outra forma de prevenção, além do protetor solar, são as camisas de proteção solar, óculos de sol, bonés ou chapéu.

Diagnóstico
O dermatologista é o profissional indicado para identificar inicialmente o diagnóstico da doença e direcionar a melhor forma de tratamento. Segundo o dermatologista da Onco Hematos, Charles Godoy, o profissional normalmente faz o diagnóstico com uma lupa microscópica ou através da biópsia para avaliar se há alguma alteração ou célula maligna no local. “Dependendo do tipo do câncer, apenas retirando a mancha já está curado ou com uso de cremes também serve para tratar e eliminar alguns tipos de câncer. O quanto antes tratar, o mais precoce que for o diagnóstico, mais fácil será a forma de abordagem e tratamento”.

Dados no Brasil
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), aproximadamente 177 mil brasileiros devem contrair câncer de pele não melanoma em 2022, o mais comum e menos agressivo, sendo 83,7 mil em homens e 93,1 em mulheres.

Já o câncer de pele melanoma, tipo mais grave da doença, deve se manifestar em 8,5 mil brasileiros em 2022. Esse tipo de câncer é tratado por intervenção cirúrgica ou por quimioterapia. O Inca também aponta que quase 2 mil pessoas devem morrer em decorrência da doença.

Câncer de pele melanoma e não melanoma
Segundo o dermatologista, o câncer de pele melanoma surge de uma célula chamada melanócito, que é a célula que dar cor a pele, segundo ele, normalmente surge de uma pinta preta. “É uma manchinha escura e aquela lesão vai alterando de cor, se modificando e as células que estão proporcionando o pigmento estão se desenvolvendo. Essa mancha pode sangrar, coçar, doer, aumentar de tamanho e mudar de cor, que já são sinais de alerta para investigar”, afirmou o dermatologista, destacando que esse tipo de câncer pode ter fatores genéticos.

Já o câncer de pele não melanoma, é o mais frequente e de menor mortalidade, pois tem alta taxa de cura se detectado e tratado precocemente. Os sinais e sintomas surgem principalmente em regiões mais expostas ao sol, como rosto, orelhas, pescoço e surgem como manchas na pele que pode coçar, arder, descamar e até sangrar, normalmente faz uma pequena ferida que não cicatriza. “O câncer de pele não melanoma, normalmente surge com uma mancha vermelha no rosto, que vai criando um carocinho, que pode formar um aspecto perolado e depois pode começar a sangrar”, disse.

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