Janeiro Branco: Psicóloga orienta cuidados com a saúde mental

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A Campanha Janeiro Branco este ano tem como tema “A Vida pede Equilíbrio”, com o objetivo de convidar a população para discutir a importância do cuidado com a saúde mental em busca de mais qualidade de vida. A psicóloga da Onco Hematos – Rede AMO, Assistência Multidisciplinar em Oncologia, Gabriela Oliveira, alerta a população para os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estima que no Brasil existam cerca de 12 milhões de pessoas que sofrem com a depressão e quase 20 milhões com a ansiedade.

Gabriela Oliveira destaca que campanhas como essa geram conscientização, orientam os indivíduos a olhar para si e para o próximo, assim como servem de alerta para as autoridades e as instituições sobre a necessidade da existência de estratégias e de políticas públicas voltadas para a promoção da Saúde Mental, que é um direito de todos. “É uma ação para mover a sociedade na direção da construção de uma cultura de cuidado com a Saúde Mental, que tantas vezes é negligenciada”, explica.

A psicóloga fala como manter a saúde mental em dia. “O tema da campanha ‘A Vida pede Equilíbrio’ já traz em si um valioso caminho a ser seguido: a busca por esse equilíbrio em todos os setores da vida, porque tudo acaba afetando de alguma forma nossa saúde mental”, diz, complementando que uma sugestão é criar uma rotina baseada em um olhar sobre si mesmo capaz de perceber, identificar as necessidades individuais e estabelecer ações de autocuidado, sejam físicas, sociais, familiares, financeiras, emocionais e espirituais, já que tudo faz parte de um todo integrado. “Afinal, a vida pede equilíbrio diante de mudanças cada vez mais desafiadoras e aceleradas que exigem novas atitudes, novas habilidades, novos entendimentos e novos comportamentos”.

Ansiedade x Depressão
A ansiedade é caracterizada pela sensação de desconforto, tensão, medo, mau pressentimento que são provocados pela antecipação de perigo ou algo desconhecido, gerando uma preocupação excessiva que pode chegar a interferir na vida pessoal e social do indivíduo, bem como provocar sintomas físicos como: tremores, falta de ar, palpitações, sensação de sufocamento, suor frio etc. Pode também estar associada à dificuldade de concentração, raciocínio etc.
A depressão é um transtorno psicológico que causa tristeza persistente e impede a realização das tarefas diárias e mudanças no comportamento, que podem interferir na convivência com as outras pessoas. É também acompanhada por sintomas como: apatia, mudanças no padrão de sono e apetite, irritabilidade, falta de energia, ganho ou perda de peso, desesperança, pessimismo etc.

Pacientes com câncer
Como psicóloga que atua com pessoas com câncer, Gabriela destaca os principais cuidados do paciente para manter a saúde mental. “O diagnóstico de câncer tem um impacto muito forte na vida do indivíduo. Medos, incertezas e desconfortos físicos causados pela doença e seu tratamento passam a ocupar lugar central na vida dele. O sofrimento pode ir desde a percepção da própria vulnerabilidade, tristeza, fantasias e medo do desconhecido, uma resposta natural da pessoa que vivencia a doença e seu tratamento, até reações mais intensas levando a um distúrbio psiquiátrico diagnosticável”.

De acordo com Gabriela, a forma como cada um irá administrar é única e subjetiva, pois, vários fatores estão envolvidos. “A história de vida dessa pessoa, suas crenças, rotinas, traumas, históricos psiquiátricos, se já tem histórico de câncer na família ou não e qual a sua relação com a doença etc. Por isso é considerado tão importante avaliar o paciente de forma individualizada, para que seja oferecido um cuidado exclusivo e humanizado, de um ponto de vista multidisciplinar, para que ele possa ser cuidado de forma integral”, salienta Gabriela Oliveira.

Ela complementa destacando que o acompanhamento psicológico é um grande aliado no tratamento do câncer, porque oferece um espaço de escuta e acolhimento, isento de julgamentos e que pode auxiliar o paciente e sua rede de apoio, a desmistificar seus medos e construir formas de enfrentamento.
“O psicólogo que atua em oncologia auxilia o paciente a compreender essa fase que está sendo vivenciada, considerando todos os aspectos, desde prognóstico, tratamento, efeitos adversos, impactos da doença em sua vida e outros. Orientamos para que tente manter, dentro do que for possível, sua rotina e atividades que lhe ajudem no fortalecimento e manutenção de sua autonomia, bem como atividades prazerosas, para que sua vida não fique resumida ao diagnóstico e tratamento. Ter uma boa rede de apoio também faz toda a diferença, como suporte prático e emocional”.

Abordagens de tratamento
A psicóloga finaliza afirmando que independente das causas que desencadearam algum tipo de distúrbio, deve-se ressaltar o quanto esses problemas podem afetar a qualidade de vida e bem-estar das pessoas. “Daí a importância de um diagnóstico precoce e tratamento adequado. O ideal é que, ao apresentar esses sinais, o indivíduo busque ajuda profissional para um diagnóstico preciso, de preferência um psiquiatra e um psicólogo. Eles juntos, de acordo com uma minuciosa avaliação, poderão dar o diagnóstico e prognóstico”.
“Além disso, é sempre bom reforçar a ideia do autocuidado integral, incorporando hábitos que promovam o bem-estar emocional e mental, como a prática de exercícios físicos, uma alimentação saudável e equilibrada, boa qualidade de sono, atividades prazerosas e companhias que fazem bem”.

Ascom/Onco Hematos

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